segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Trivialidades: a missão.


Estou lendo Zygmunt Bauman, "A Vida Líquida", esse livro, se não me engano, faz parte de uma pequena trilogia, o outro é "A Modernidade Líquida", e o outro, não me recordo o nome. A proposta de todos os livros é discutir e comparar a "fluidez" (como a água) dos valores da sociedade moderna, nossas fugas, enfim, a maneira de como vivemos essa fluidez em todos os seus aspectos e é como levar um belo "tapa na cara", e olha que estou no começo, por volta de 1/10 do livro.
Ironicamente, olhei-me, e pensei "ainda bem que sou budista, pois tenho onde me escorar, nesses momentos", acho que a maestria de Bauman é tirar a roupa do ser humano, da própria condição de "ser humano" e nossos artifícios. Separei um trecho interessante, mas por enquanto vou deixá-lo em suspense para transpo-lo aqui no blog, por um justo motivo chamado "preguiça".
A notícia pessimista é que "não temos saída", por mais que busquemos, por mais que procuremos uma luz no fim do túnel, uma saída de emergencia, uma válvula de escape, somos prisioneiros da condição humana e parece que temos um script, um roteiro bem definido a seguir.Falei de minha condição de budista, pois todas as minhas expectativas em relação a vida, acho eu, estão firmemente calcadas nela...Continuo observando tudo ao meu redor, e não sei se estou aprendendo, essa sempre foi minha proposta, acho que aprendo uma coisa aqui, e desaprendo dez ali, e isso as vezes é desanimador, e essa condição leva a outra que é, não me preocupar-me tanto em aprender, mas em viver da melhor maneira e da forma mais amorosa, cada pequena situção a ser vivida, desse imenso quebra-cabeças chamado viver.
Indo dormir, deixo uma pequena frase de Bauman, para se não refletirmos, pelo menos olharmos:
"A condição humana deveria nos tornar mais hospitaleiros com o ser humano".

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