segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Saara de meu ser.


Estou desistindo de mim mesmo, sim estou desistindo...Esse desistir não é me jogar da ponte mais alta, sair voando da janela de um edifício, ou parar propositalmente a frente de um carro em alta velocidade...acho que é pior, é entregar meus sonhos, é desistir de mim mesmo, é entregar-me a inércia das forças que não movem minha vida, é desistir de tudo e não esperar mais nada.Sou o campeão dos erros, sim, o campeão dos erros, das falhas, o campeão do "tudo que toca, destrói" e estou na verdade, farto de mim mesmo, estou farto, estou cansado, estou sem energia ao menos para respirar, dói-me tudo, dóem-me meus olhos, há um nó na garganta, a cabeça parece inchar querendo explodir e o mesmo acontece com o coração.Sempre pensei assim, sempre fiz assim: cada erro, eu consertaria com no minimo uma meia duzia de acertos....mas acho que a quantidade de erros está muito grande e não estou conseguindo administrar....Na verdade nunca me incomodei, muito em errar ou não errar, sempre julguei tanto o acerto quanto o desacerto como duas faces da mesma moeda, mas a dor é imensa, quando machuco algum ser, ainda mais a um ser que jurei proteger e cuidar para o restante de minhas existencias.Estou farto de mim mesmo, estou farto, sinto-me pequeno, sinto-me infimo e me entrego a minha inércia, ao meu "tudo bem" para tudo, entrego-me as chagas, as feridas que semeei, entrego-me ao flagelo que trago em chaga viva em meu peito, entrego-me aos odores e vermes que jorram de mim e peço perdão, como já pedi tantas outras vezes, por essa minha pequenez, por esses meus erros que semeiam tanta tristeza ao meu redor, esses meus erros mesquinhos e egocentricos que vão semeando "carne viva" e puz pelo caminho.....Ah forças do universo, ah auroras mais boreais, ah olhares mais puros e sinceros, nesse momento eu queria morrer, voltar ao pó, transformar-me em um pequeno grão de areia na poeira do cosmos e ser soprado para o mais distante de tudo, para o mais distante de mim mesmo....Continuo minha caminhada, nessa estrada sem placas, sem árvores, sem referencias, sem oásis, sem regatos para matar a sede, ou mesmo me banhar, sem pássaros, ou animais cruzando o meu caminho. Essa estrada é uma pequena trilha, uma tortuosa trilha no Saara de meu ser.Não há forças ao menos para mudar o passo, as energias se esvairam quando olhei-me defronte e só vi um ser pequeno, um minusculo ser rastejando no lodo de sua existencia.Correr, correr, correr e nunca mais parar nesse Saara de meu ser.

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