segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Diario de Bordo: Data Estelar 12/07/2007


Nosso navegador, tem colocado todos os esforços para uma correção de rota, cálculos e mais cálculos que não estão nos levando a nada no momento. Atravessamos sim, uma chuva de meteoritos, algumas nebulosas, mas desviar dos grandes meteoros é que foi nosso grande problema...Temos problemas com a equipe também e talvez nossa maior missão não seja voltar para a casa após observar esse planeta tão absurdamente perdido em egos, olhares vazios e dissimulados e guerras em todos os níveis.Bom, as vezes nos perdemos com o objetivo de nossa missão e fazemos o que estamos fazendo agora, revemos cálculos, revemos objetivos, revemos anseios, revemos nosso coração.Colhemos material, sim, colhemos muito material, dias atrás em uma dessas coletas nos deparamos com o vôo das borboletas, e chegamos a conclusão que era impossivel estabelecer um destino para o vôo desses seres, já que eles não pretendiam chegar a lugar algum.Após uma reunião intensa, com toda a tripulação da nave (cerca de 50 tripulantes), saímos com a mesma questão da reunião, como sair pelos ares sem objetivo algum e parando a cada cor ou flor que se encontrar pelo caminho? Estamos enviando essa questão para nossa nave-mãe...Vimos travestis em atos sexuais em plena luz do dia, ou seria plena luz artificial do inicio da noite e nos perguntamos o porque do nosso choque, o amor não seria livre? Mas o ato sexual em um lugar público seria amor? E o que na verdade é o amor?Pesquisamos alguns ditos "mestres" desse planeta e alimentamos Hal 9 (nosso supercomputador de bordo) e chegamos a conclusão que o que vimos não era amor, pois após muitos calculos e divagações com as metaforas, aforismos, eufemismos e varios outros ismos Hal 9 nos divulgou um relatório de 3 linhas, dizendo que "amor é algo atemporal, compassivo, tolerante e que não exige nada em troca."Só não conseguimos entender a questão da atemporalidade ainda, pois um dos sábios do planeta em seus textos e apontamentos nos falou da relatividade e da curva do tempo, então, o tempo sempre existe sob a ótica do observador, então o tempo não é atemporal, então o que fazer com o tempo? E com o tempo que temos? E com o tempo que não temos?Bom, voltemos ao Hal 9...Seguimos com a missão, dessa vez pretendemos coletar "gestos", que já falamos tanto, mas nunca nos atentamos detalhadamente....Seguimos com a missão, as vezes abatidos, por andar um pouco em circulos com nossa nave, as vezes mais animados, mas a nossa energia vital, talvez nem Hal 9 tenha, é essa energia de se renovar a cada dia e nunca voltar atras no nosso vôo, em nossa caminhada.

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